sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mais um dia, mais uma noite... Arrepio-me com o ver das pessoas e denuncio o meu medo, não por gestos nem por palavras mas pela expressão do olhar gélido. Não quero mais aproximar-me do teu corpo nem sentir as facadas no peito. Sinto-me fraca demais para poder continuar neste caminho escuro e sem esperança, talvez saia daqui e mergulhe no ato de escutar as pequenas vozes. Vozes essas que me acompanham no meu percurso diário e que gritam mas gritam baixinho para que só eu oiça, oiça os pequenos detalhes da felicidade. Tenho que ignorar o facto de tentares-me rebaixar, humilhar e matar para sentires o único prazer de te elevares pelo ego ou pela vingança de não conseguires ter a vontade e a sede de mudar o teu mundo.
Quem sou eu para te fazer sentir mal? Ou simplesmente desprezado? Não quero isso... Quero descansar em paz, quero sentir-me sem culpa, sem medo, sem mágoa... É tão difícil assim pedir-te que me soltes de vez desta prisão imunda e sem esperança? 

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